• 7 Minutos
  • Posts
  • Antigos romanos faziam lápides para seus pets

Antigos romanos faziam lápides para seus pets

Se você não conhece alguém que trata seu pet como um filho, isso significa que essa pessoa é você. Todo mundo sabe da proximidade atual da nossa sociedade com seus animaizinhos de estimação. Eles fornecem companhia, diversão e amizade em uma época em que grande parte das nossas conexões acontecem através de uma tela.

Mas você sabia que esse amor vem de tempos antigos?

Nas civilizações antigas da Grécia e de Roma, muitas pessoas enterravam seus pets e faziam lápides para homenageá-los.

Primeira vez lendo? Inscreva-se aqui.

Não havia um local específico para a prática, então a tumba de muitos pets era feita na margem das ruas, com todo carinho e homenagem do coração de seus donos. 🐶

Alguns materiais relatam que os gatos também eram enterrados, mas a maioria dos registros encontrados é de dogs.

Epitáfios

Lápide de um cãozinho chamado Aeolis

Além das lápides, eles também escreviam Epitáfios. Eram textos curtos, mas que demonstravam lindamente o carinho deles pelos bichinhos, como essa lápide acima, que diz:

“Contemple o túmulo de Aeolis, o cachorrinho alegre, cuja perda para o destino me doeu além da medida.”

Esta outra lápide traz um poema tocante à cadelinha Myia:

“Como ela era doce e simpática! Enquanto ela estava viva, costumava deitar no colo, sempre dividindo o sono e a cama. Que pena, Midge, que você tenha morrido! Você só latiria se algum rival tomasse a liberdade de mentir contra sua dona. Que pena, Midge, que você tenha morrido! As profundezas da sepultura agora a prendem e você não é capaz de entender. Você não pode mais ficar maluca nem pular em mim, e você não pode mais mostrar seus dentes para mim com mordidas que não doem.”

Esta é uma lápide de mármore para “Helena”, datada entre 200 e 150 a.C. Porém, não fica claro se foi construída para uma menina ou para um pet. A inscrição diz:

“À Helena, filha adotiva, alma incomparável e louvável.”

Outros epitáfios encontrados

"Estou chorando enquanto carrego você para seu último lugar de descanso, tanto quanto me alegrei ao trazê-lo para casa em minhas próprias mãos, quinze anos atrás."

"Tu que passas por este caminho, se por acaso marcares este monumento, não rias, peço-te, embora seja um túmulo de cão. Lágrimas caíram por mim, e a poeira foi amontoada sobre mim pela mão de um mestre."

“Meus olhos estavam molhados de lágrimas, nosso cachorrinho, quando te levei (para o túmulo)... Então, Patricus, nunca mais me dará mil beijos. Você nunca poderá ficar contente em meu colo. Na tristeza eu te enterrei, e você é merecedor. Num lugar de descanso de mármore, coloquei-te para sempre ao lado da minha sombra. Em tuas qualidades, sagaz tu eras como um ser humano. Ah, eu! Que companheiro querido perdemos!”

"Certamente, mesmo enquanto você jaz morto nesta tumba, considero que as feras ainda temem seus ossos brancos, caçadora Lycas; e teu valor o grande Pelion conhece, e a esplêndida Ossa e os picos solitários de Citerão."

Cães de guerra

Além de companhia, os cachorros também eram usados em combate, remontando a uma tradição milenar que vem dos Egípcios, Persas, Eslavos, Britânicos e outros povos.

Além de terem uma armadura especial, os guerreiros de quatro patas também passavam por um treinamento especial. ⚔️ Eles aprendiam a obedecer comandos verbais e também a diferenciar os inimigos dos aliados pelo cheiro e pelas roupas.

Na cidade de Cápua, atual Itália, existia uma escola para cães. Esse centro de treinamento desenvolvia as habilidades caninas e projetava as melhores armaduras para cada uma das raças. Posteriormente, os animais eram vendidos ao Império.

Bom, depois desse artigo você é obrigado a dar um abraço bem apertado no seu bichinho de estimação. Agora com licença que eu vou ali brincar com meus gatos 🐱.

Se você curte a nossa news, compartilhe com seus amigos. É só encaminhar esse e-mail!

Até a próxima edição!

Fontes:

Para quem quiser ler mais sobre o assunto: